Feb 26, 2019

Feliz por concluir mais uma importante etapa (Pós-Doutorado)

Eu estou muito feliz por finalizar mais um projeto na minha trajetória como pesquisadora. Mais feliz ainda por testar empiricamente no contexto brasileiro, o framework que considera Cidades Inteligentes de forma multidimensional, como um fenômeno sociotécnico. Que privilégio fazê-lo com ineditismo na América Latina, o framework sugerido pelos meus orientadores e amigos Dr. Theresa Pardo, Dr. Ramon Gil-Garcia (USA) e seu colega Nam.
E escadalozamente feliz, de tê-lo feito com paixão.

Gratidão a todos que ajudaram nessa construção, em especial ao Prof. Dr. Denis Alcides Rezende



Grupo de Pesquisas em CIDADE DIGITAL ESTRATÉGICA (defesa número 101). 
Apresentação dos resultados de pesquisa de Pós-Doutorado:
Profª. Dra. Beatriz Barreto Brasileiro Lanza
Supervisão: Prof. Dr. Denis Alcides Rezende
Título: Cidade Digital Estratégica - Reconsiderando os Componentes Centrais no Contexto Brasileiro das Multidimensões de uma Cidade Inteligente
Data: 26 de fevereiro de 2019

Jan 25, 2019

Governo promove reestruturação no MCTIC


O governo publicou decreto no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 24, em que modifica a estrutura do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em relação às alterações definidas no início do mês. Nas adequações, a secretaria-executiva passa a ser composta por uma Subsecretaria de Unidades Vinculadas e pelos departamentos de Governança Institucional, Administração e de Tecnologia da Informação. A estrutura da secretaria de Empreendedorismo e Inovação, que já tinha os Departamentos de Tecnologias Estruturantes e Ecossistemas Inovadores, também passará a contar agora com o Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital.

A secretaria de Tecnologias Aplicadas passa a contar com dois departamentos: Tecnologias Estratégicas e de Produção; e de Tecnologias para Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais. A secretaria também contará com escritório regional em São Paulo e órgãos regionais.

Competências

O decreto publicado também traz as competências dos órgãos. Ao departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, por exemplo compete entre outras atribuições, subsidiar a formulação de políticas, diretrizes, objetivos e metas relativos à pesquisa científica, à inovação digital e ao desenvolvimento industrial e tecnológico do setor de tecnologias da informação e da comunicação do País; atuar nos fóruns internacionais voltados à discussão de ações que visem ao desenvolvimento, à padronização e à harmonização das tecnologias da informática, automação, informação e comunicação e da inovação digital; subsidiar a definição de estratégias para a implantação de programas setoriais, projetos e atividades para o desenvolvimento e a adoção de tecnologias digitais por diversos setores da economia.

O órgão também terá atribuição de executar, em sua área de competência, as medidas necessárias à execução das políticas de informática, Internet das Coisas, microeletrônica e tecnologias de comunicação avançadas; propor e supervisionar programas, projetos, ações e estudos em TICs e em inovação digital; e analisar as propostas de concessão de incentivos fiscais a projetos do setor de TIC e do setor de informática e automação.

Ao Departamento de Tecnologias Estratégicas e de Produção compete, em articulação com os órgãos da administração pública federal, estadual, distrital e municipal, além das instituições acadêmicas e do setor privado: identificar, acompanhar, implementar, incentivar e avaliar políticas, programas e planos estratégicos relacionados com o desenvolvimento de tecnologias. Essas tecnologias precisam atender e impulsionar os setores cibernético, espacial, nuclear, de defesa, de comunicações e inteligência artificial e a produção industrial, o agronegócio, o turismo, o comércio e outras formas de produção de riquezas no País.

O Departamento de Tecnologias para Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais terá a competência de, também em articulação com os órgãos públicos, instituições acadêmicas e o setor privado, identificar, acompanhar, implementar, incentivar e avaliar políticas, programas e planos estratégicos relacionados com o desenvolvimento de tecnologias que atendam e impulsionem os setores de cidades e comunidades sustentáveis, energias renováveis, saneamento e produção sustentável e proteção ambiental e a qualidade de vida, incluídas tecnologias assistivas e tecnologias para a saúde, a educação e a segurança.

Jan 14, 2019

É preciso privatizar as nossas Companhias de Informática??


Reproduzo na íntegra a matéria assinada pela minha maior referência no tema Tecnologia em Governo (Governo Eletrônico, Governo Móvel, Governo Digital).
Leiam!


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É preciso privatizar a Prodesp?

REDAÇÃO 

14 Janeiro 2019 | 16h41 

Maria Alexandra Cunha, Professora na graduação, mestrado e doutorado na Fundação Getulio Vargas – EAESP, em gestão de tecnologia em governo e smart cities e coordenadora da área de Tecnologia e Governos do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo, FGV – CEAPG.


Um dos primeiros atos do governador Dória à frente do Estado de São Paulo foi a assinatura do projeto de lei, a ser enviado à ALESP, que permite ao Executivo extinguir, fundir ou incorporar entidades estaduais, entre elas a Prodesp. Alguns periódicos entenderam estas ações como medidas de desestatização ou privatização. O Estado de São Paulo, bem como quase todos os estados e a maioria das cidades brasileiras, enfrenta o desafio de organizar a prestação de serviços de informática. Privatizar a Prodesp é como “jogar o bebê fora com a água suja do banho”, expressão da idade média que significa que não se deve rejeitar um ativo devido à sujeira no seu entorno. Privatizar a Prodesp não resolve os problemas atuais e atira o estado para uma situação de fragilidade em tecnologia da informação – TI.

As empresas públicas de informática brasileiras têm problemas, e têm ativos. Entre os problemas, essas empresas de economia mista são estruturas verticalizadas e pesadas, caras, com um corpo técnico envelhecido e com dificuldades para inovar. Corporativistas, defendem por vezes mais seus interesses do que o provimento de serviços de TI de qualidade. Em alguns casos, deixam os estados e as cidades reféns de um monopólio que drena recursos públicos e não oferece a contrapartida necessária. Paradoxalmente, os estados e as cidades no Brasil que têm melhor TI contam com empresas públicas, como o Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e, sim, São Paulo. Têm um corpo técnico estável que conhece os processos do setor público, sua existência força o executivo a não interromper os recursos financeiros que sustentam a TI, e por derivação, todos os processos da administração pública e o funcionamento das atividades rotineiras. Os recursos garantem que, apesar das dificuldades de inovação, não haja sucateamento.

O modelo de companhias de informática, empresas de economia mista, nasceu em 1964, no embalo do projeto “modernizante” da ditadura militar. A primeira foi a Celepar, no Paraná, seguida pelo Serpro, federal. Ao longo dos anos 60 e e 70, este modelo estruturou a maioria das informáticas dos estados, capitais e grandes cidades. Um modelo político ditatorial e uma tecnologia centralizadora, os mainframes, foram o berço que embalou as estruturas nascentes. Nos anos 80 e 90, a tecnologia descentralizou-se, os governos assumiram formas de atuação mais democráticas e o modelo passou a sofrer pesadas críticas. As tentativas de diminuir o poder das empresas centralizadoras não foram bem-sucedidas. Criaram-se os Conselhos Estaduais de Informática, que com o tempo se tornaram inoperantes ou legitimadores das ações das estatais de informática. Mais tarde criaram-se os Sistemas Estaduais de Informática, cujos membros eram secretários dos estados, que jamais se reuniam para discutir TI. Houve tentativas de privatização, que não se concretizaram, fosse por barreiras de legislação, fosse por falta de interesse do mercado, pois tão logo privatizadas seu mercado cativo deixaria de existir pela obrigatoriedade de licitação. A cidade de Curitiba criou um modelo inovador de Organização Social, à época Instituto Curitiba de Informática – ICI, mas que se revelou um mecanismo para tornar a cidade refém de interesses privados. Houve iniciativas de internalização na administração direta ou autarquias, que sucatearam essas organizações sem nenhum ganho para a sociedade. Hoje, os estados e as prefeituras que possuem melhor provimento de serviços de tecnologia ainda são, na sua maioria, os que têm empresas de economia mista. Mas é preciso mudar!

Nas empresas, o custo de pessoal é elevado. Os salários são equivalentes ou acima da média de mercado e estão associados a pacotes de benefícios generosos. O baixo turn-over contribui para desatualização técnica acompanhada de crescimento dos salários. O modelo centralizador gerou serviços verticalizados. Algumas empresas já gerenciam contratos de serviços de nuvem, fábricas de software, serviços de impressão, serviços de rede, e outros, mas são em geral verticalizadas, pouco capilarizadas no território e pesadas operacionalmente. Com salários e benefícios elevados e baixa especialização, os custos são altos e seus processos pouco eficientes. Haveria que diminuir a estrutura operacional e trabalhar mais na especificação, na contratação, na gestão de contratos de fornecedores, e menos na execução. A irregularidade de recebimentos, a inadimplência em função da crise financeira dos estados e prefeituras, também acarreta problemas de gestão financeira. Sofrem com a dificuldade de prospecção e agregação de novas tecnologias. É preciso desenvolver novas formas de interação com o setor privado e com as universidades para garantir inovação, mas o corporativismo manifesta-se concretamente. A existência da empresa passa a ser um fim em si mesma, na troca de governos é sintomático observar as estruturas preparando-se para “enfrentar fortes o novo governo”, o inimigo…

O desafio da informática pública não está só nas estruturas de TI, mas também no outro lado, o do governo. A governança de TI é parte da gestão governamental, não há como terceirizá-la ou privatizá-la. No executivo, inexiste estoque de competência para especificação de soluções tecnológicas, falta visão de como a tecnologia pode ajudar os processos de cada área. Não há demanda por aplicação de tecnologia a processos decisórios e de planejamento. Como a TI está ausente da estratégia governamental, não ganha a dimensão adequada no orçamento público. O Ministério da Fazenda, as secretarias das fazendas estaduais ou de finanças municipais, estruturas que mais gastam com TI no país (investimento e custeio), não chegam perto dos cerca de 7% da receita líquida do setor privado brasileiro (segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas).

Quando combinados, os problemas nas empresas e a falta de governança do executivo estabelecem a tragédia da TI pública. Com a privatização será esvaziado o acervo de conhecimento acumulado por 50 anos (a Prodesp é de 1969) sobre os processos e práticas governamentais. Lá se vai o estoque de competência em TI e não se coloca nada no lugar. É necessário um órgão técnico estável, com competência construída no exercício do interesse público e em tecnologia, responsável pela interlocução com o setor privado. Quem negocia os contratos, quem especifica as necessidades, estabelece padrões, investiga tendências tecnológicas na administração pública, quem coordena processos de TI e conduz as decisões do setor público baseadas em TI? Disso o Estado não pode abrir mão, sem isso o Estado ficará refém da estrutura de TI. Seja pública ou privada, seja uma ou muitas.


Jan 9, 2019

BNDES vai priorizar empresas médias e apoiar transformação digital no setor público


Transformação Digital mostra-se ser o assunto da vez, no Brasil 


Um dos principais objetivos do BNDES em sua nova gestão, agora sob o comando de Joaquim Levy, empossado nesta semana, será o fomento a empresas de porte médio, perfil no qual se encaixam várias companhias nacionais do setor de tecnologia.

“Não há país com livre iniciativa forte que não tenha empresas médias fortes. Historicamente, uma vulnerabilidade do Brasil é não ter um setor de empresas médias fortes e com capacidade de crescer, criar empregos, desenvolver e incorporar novas tecnologias”, disse Levy após assumir o cargo, em cerimônia nesta terça-feira, 8, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.


Joaquim Levy na coletiva de imprensa após assumir a presidência do BNDES

Para fomentar as empresas de médio porte, Levy reconhece que será preciso aprimorar os instrumentos de controle do banco, pois os riscos assumidos serão maiores. Ele entende ainda que o cenário econômico é favorável a essa estratégia de privilegiar as companhias médias. “A política monetária hoje é favorável e muitos problemas foram resolvidos. A oferta cresce, atendendo a demanda sem aumento de preços, o que torna possível a democratização do crédito, para que as médias cresçam. E esse crescimento tem papel importante no fortalecimento da nossa iniciativa privada e na democratização da nossa economia”, avalia o presidente do BNDES.

Transformação digital no setor público

Na gestão anterior do banco houve iniciativas importantes de fomento ao setor de tecnologia e inovação, como o apoio à elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas (PNIoT) e a criação de um programa de aceleração de startups. Questionado por Mobile Time, Levy garantiu que o setor de tecnologia e inovação continuará sendo uma prioridade para o BNDES.

“Teremos um retomada cíclica e estrutural (da economia brasileira). Novos setores vão aflorar”, previu. “A demanda por coisas imateriais é muito mais ampla que por coisas materiais, mesmo em países com grandes deficiências por bens concretos e serviços básicos”, acrescentou.

Levy citou também a necessidade de transformação digital no setor público: “Financiar tecnologia e inovação é fundamental. Criar ambientes que facilitem a inovação no setor público e construir novos processos e novas maneiras de atender o setor público é importante para enfrentar até mesmo a crise fiscal. As demandas vão aumentar, a demografia (do País) está mudando, com muita gente se aposentando… Temos a oportunidade de repensar como o governo proporciona serviços. Tem muita gente no Brasil que sabe desenvolver isso”, comentou.

5G
É esperado que os leilões de frequências para o 5G sejam realizados pelo novo governo federal ao longo dos próximos anos. Essa nova tecnologia demandará a instalação de muito mais antenas do que nas gerações anteriores de telefonia móvel, em razão da utilização de frequências mais altas, cuja cobertura é menor. Levy, contudo, preferiu não responder se o BNDES vai financiar a implementação das novas redes 5G. Disse que é melhor esperar um posicionamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Fonte: http://tiinside.com.br/tiinside/08/01/2019/bndes-vai-priorizar-empresas-medias-e-apoiar-transformacao-digital-no-setor-publico/
Por Fernando Paiva | 8/01/19